Humanistas no VII Fórum Social Mundial das Migrações 2016

Participação dos membros do Movimento Humanista:

Tomás Hirsch Goldschmidt | Ativista da luta não violenta durante a ditadura de Augusto Pinochet. Fundador e presidente do Partido Humanista do Chile na década de 90. Também foi candidato presidencial, em 2005, pela aliança de esquerda “Juntos Podemos Más”.

Annalisa Pensiero | Antropóloga e integrante do Movimento Humanista. Responsável desde 1999 até 2002 pelo projeto Oñondivepá (auto-organização comunitária), no Paraguai. Em 2001, criou o Fórum de Educadores Humanistas.

Jobana Moya | Imigrante boliviana e integrante do movimento humanista desde o ano 2000. Ativista pelos direitos dos imigrantes no Brasil desde 2008, e uma das fundadoras Equipe de Base Warmis, em 2013.

 

 

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Eixo 3 “Migração, gênero e corpo” – Fórum Social Mundial das Migrações (FSMM) 2016

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“Migração, gênero e corpo”

Aida Garcia Naranjo | Foi a primeira Ministra das Mulheres do Peru. Também atuou como embaixadora do Peru no Uruguai e foi representante permanente do país para o MERCOSUL e da Associação Latino-americana de Integração (ALADI).

Jobana Moya | Imigrante boliviana e integrante do movimento humanista desde o ano 2000. Ativista pelos direitos dos imigrantes no Brasil desde 2008, e uma das fundadoras Equipe de Base Warmis, em 2013.

Hortence Mbuyi Mawanza | Congolêsa formada em direito econômico e social pela universidade de Kinshasha.

Moderadora – Valeria España | Advogada com mestrado e doutorado em Direitos Humanos pela Universidade Nacional de Lanús, em Buenos Aires. Já foi consultora do Instituto de Políticas Públicas e Direitos Humanos do MERCOSUL.

 

 

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Criação do Eixo 3 “Migração, gênero e corpo” – FSMM 2016

Online petition calls for gender equality at the World Social Forum on Migration

Este eixo foi incorporado no FSMM 2016 a pedido e articulação do Frente de Mulheres Imigrantes e Refugiadas FMIR (1),  que através de uma campanha de assinaturas no Avaaz visibilizaram o tema que foi proposto nas reuniões do Comité organizador local  onde alguns coletivos da FMIR participaram ativamente  e em dialogo com o Comité Internacional do FSMM se defini-o a incorporação de este eixo, sendo uma proposta e uma conquista das mulheres imigrantes e refugiadas.

A Campanha no Avaaz:

Solicitamos ao VII Fórum Mundial Social de Migrações, que acontecerá do 07 ao 10 de julho em São Paulo- Brasil, um compromisso concreto com a igualdade de gênero, garantindo a participação equitativa das mulheres imigrantes em todas as etapas do evento, e que elas sejam visivelmente contempladas num Eixo principal. Como mencionamos a seguir:

Eixo: Migração, Gênero e Corpo: Mulheres Migrantes, a luta pelo reconhecimento como Sujeitas de Direito.  Mulheres Refugiadas, Condições de abrigo e Mudanças Socioculturais. Mulher e Condições de Trabalho, Cooperativismo e Economia Solidaria. Mulher e Saúde: Dificuldades, Conquistas e Desafios Nacionais e Internacionais. Direitos Sexuais e Direitos Reprodutivos: Conhecimento, práticas e acesso aos serviços de atendimento. Migração de Menores de Idade. Combate à Violência Sexual, de Gênero e Tráfico de Pessoas: Que têm feito os países até agora? Migração da população LGBT. (Des)Criminalização da Diversidade Sexual no Mundo. População LGBT e (Im)possibilidades Laborais. Ser LGBT e refugiado: Dificuldades e Resistências. Políticas de Saúde para a População LGBT: Possibilidades, avances e desafios.

Acreditamos, que o Fórum deve ser ciente do aumento crescente de mulheres e meninas migrantes no mundo, sendo elas as mais vulneráveis.  
Além disso, consideramos que o fórum deve trabalhar em concordância com os documentos que garantem os direitos humanos das mulheres como os assinados internacionalmente na Conferência de Pequim +20 e  de Rio +20, este último indica dentro dos 17 objetivos de desenvolvimento sustentáveis – Agenda 2030, o objetivo de que os países assinantes entre eles Brasil “Alcancem a igualdade de gênero e empoderem todas as mulheres e meninas”.  Veja-se: http://www.pnud.org.br/ODS5.aspx

Certas/os de que V.Exa. saberá respeitar nossas solicitações, as/os abaixo-assinados solicitam imediatas providências e resposta sobre o assunto exposto

 

 

(1)A Frente de Mulheres Imigrantes e Refugiadas é  uma frente formada por mulheres imigrantes e refugiadas de diferentes coletivos e mulheres ativistas que se manifestam e posicionam em conjunturas políticas em prol dos direitos das mulheres imigrantes e refugiadas, lutando para ter maior visibilidade e espaço de protagonismo na cidade de São Paulo.

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Reflexões sobre o significado de ser brasileira e reivindicar a identidade latino-americana

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Por Adriana de Carvalho[1]

 

A memória guardará o que valer a pena. A memória sabe de mim mais do que eu;

e ela não perde o que merece ser salvo.

Eduardo Galeano.

 

Este é um texto de memórias. Memórias de quem eu sou e do quanto conhecer a América Latina me mobilizou rumo a constituição dessa identidade. Por muitas vezes fui questionada sobre essa ligação tão forte com a cultura latino-americana, “mesmo sendo brasileira”. Foi sempre uma pergunta difícil de responder e a proposta de escrever esse relato está me ajudando a reformular algumas respostas. Nasci em Belo Horizonte, capital de Minas Gerais e cresci em uma região ao norte desse estado, quase divisa com a Bahia. O local onde fui criada pelos meus avós se chama Várzea de Santo Antônio, um vilarejo de poucas casas, de gente muito velha e crianças (os jovens e adultos vão para a capital trabalhar). Meu avô trabalhava na roça e minha vó cuidava da horta, das galinhas e de mim. Vivi ali até os meus sete anos e a minha constituição de ‘gente’ se deu nesse lugar encantado.

O que significa reivindicar, então, a identidade latino-americana, para alguém que cresceu na roça? Qual vínculo me prende a pessoas e paisagens tão diferentes daquelas a que fui habituada?

Se sentir como parte da América Latina começa a fazer sentido quando, no interior do México, participando de uma procissão na cidade de Cuetzalan, vem a mente a lembrança das festas do Divino Espírito Santo na casa dos meus avós, assim como todo o calendário religioso que ainda organiza a vida social no campo. Olhando para o rosto das pessoas que equilibravam o andor, reconheci o semblante dos meus avós, tão indígenas quanto aqueles nahuatl – Nossa Senhora Aparecida, Virgem de Guadalupe: ambas achirupitas e de pele escura. Significa também comer humitas em Osorno, sul do Chile, e lembrar das broas e pamonhas servidas ainda quentes pela minha vó, em cima do fogão a lenha. Andar nos ônibus precários que partem de Puerto Quijarro, Bolívia, e recordar das mesmas estradas de terra que conduzem ao povoado onde fui criada até a cidade, onde minha vó ia comprar produtos industrializados.

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Por onde andei, me senti latino-americana porque as terras que partilhamos não reconhecem fronteiras. As águas cristalinas dos lagos de Entre Lagos, Chile, me fazem recordar o rio em que minha vó lavava roupas e cantava suas ladainhas enquanto eu brincava e, com os pés sobre as pedras escorregadias, senti que aquelas águas também eram minhas – pouco importando se não surgiam do rio Jequitinhonha. A nossa espinha dorsal é a cordilheira e o sangue que nos energiza são as nossas águas que emergem dela e do subterrâneo. Ser adulta e conhecer, e se reconhecer, nessas paisagens, me explica porque sou latino-americana e é meu direito reivindicar uma história em comum – eu sou de todos esses lugares.

E porque os brasileiros, em geral, não se reconhecem latino-americanos?

Para essa questão, as Universidades já produziram algumas explicações. Mas compreendo que a América Latina começa a fazer sentido quando a sentimos pulsando dentro de nós. A explicação mais rasa, e costumeiramente utilizada, é a língua: o vínculo foi rompido por conta da colonização ibérica – portuguesa e espanhola – sendo que o fato de Brasil e Paraguai, por exemplo, por serem colonizados por países de línguas distintas, não estejam irmanados culturalmente. Nesse aspecto, é relevante pensar nas populações indígenas da etnia Guarani, que se deslocam historicamente por essas terras ancestrais, vivendo sua língua e cultura independentemente do Estado Nacional. Se a explicação é a fronteira oriunda da colonização, as populações originárias do nosso continente rompem com essa lógica, e demonstram que a ancestralidade e o reconhecimento dos graus de parentesco suprimem a organização colonial e pós colonial do espaço. De todo modo, no interior dos países existem distinções de termos e vocabulário, pois a língua e viva e atende a necessidade da população que a utiliza e aporta novos significados e valores a ela. Nesse sentido o ‘portunhol’ representa, a meu ver, um significativo esforço de comunicação utilizado pelas populações, especialmente as de fronteira. Longe de ser um equívoco, o portunhol é uma forma criativa de diálogo.

Ademais da língua, outras explicações se pautam no sistema colonial e na configuração dos Estados Nacionais. Atribui-se a esses elementos o distanciamento entre nossas histórias. E os livros de História contribuem para afirmar essa perspectiva, ao não aprendermos sobre os nossos processos, estudando de forma muito superficial a ‘História da América’ – sendo grande parte do conteúdo destinado a explicar a história dos E.U.A. Um estudante brasileiro não tem o conhecimento necessário para compreender a história e a cultura latino-americanas na escola, que é a instituição responsável por sistematizar o mundo e apresentá-lo sob a forma de conteúdos escolares, o que ocasiona numa lacuna na formação. Os assuntos mais recorrentes – ainda assim, ensinados de forma superficial- são o tripé ‘Incas-Maias-Astecas’, numa tentativa de produzir uma ‘ante-sala’ para a colonização. Em decorrência dessa deficiência na formação escolar básica, o brasileiro não tem condições de estabelecer parâmetros mínimos entre a sua cultura e a dos ‘hermanos’, quem dirá se reconhecer como latino-americano. As informações sobre o continente são obtidas através dos veículos de imprensa, sempre mediados por interesses que não são os relacionados a integração dos nossos povos.  Atribui-se a essa mediação, por exemplo, a persistência de estereótipos sendo que ser ‘latino’ é o mais arraigado deles. O ‘latino’ é o outro, o que fala espanhol, o que interpreta o vilão nos filmes estadunidenses, é aquele que não se parece comigo, estrangeiro, o que deve ser combatido (é interessante verificar que nos E.U.A. e Europa, brasileiros também são assim classificados: latinos). As referências do Audiovisual massificado também não contribuem para o estabelecimento de vínculos afetivos e culturais com a nossa América Latina. Recordemos do exemplo do seriado “Narcos”, assistido em milhares de lares brasileiros e que trazia o personagem Pablo Escobar e suas desventuras, interpretado por um ator brasileiro de grande visibilidade midiática. Há muitos anos, esse enredo é o que está fixado no imaginário brasileiro quando se remete a Colômbia, contudo, é justamente esse enredo da história que os colombianos estão lutando para superar. Ao pensar na Colômbia – a esquina mais privilegiada da América Latina –  poderíamos, por exemplo, refletir sobre as comunidades originárias, a presença africana e a luta antiescravista, a produção literária que busca traduzir os conflitos contemporâneos, ou até mesmo a necessidade de refundação do Estado após os intensos anos de guerra civil. Mas persistir no paradigma do narcotráfico dá mais audiência.

   A escola cumpre importante papel na percepção de nossa identidade, que também é latino-americana, e pensar nessa responsabilidade social de educadora me estimulou a buscar, na formação acadêmica, o suporte para ancorar a busca pelos caminhos. Acredito que é através das Ciências Humanas – especialmente a História, que é a minha área de atuação-  que poderemos articular as nossas trajetórias latino-americanas, precisamos nos estudar, trocar saberes, conhecimentos, dialogar. Guiada por essa utopia, aceitei o desafio de atuar na equipe do Núcleo de Educação Étnico-racial da Secretaria Municipal de Educação de São Paulo, na gestão do prefeito Fernando Haddad onde, juntamente com uma equipe brilhante e muito comprometida, tivemos a tarefa de estruturar e consolidar uma área de trabalho intitulada “Educação para Imigrantes”. Nos quase três anos de trabalho tive o privilégio de conhecer educadores que partilhavam as mesmas inquietudes, contudo, o que os movia era a necessidade de acolher bem os estudantes Imigrantes, o que proporcionou o desenvolvimento de parcerias que levaremos por toda a vida.

No trabalho desenvolvido no Núcleo de Educação Étnico-racial puder doar toda a paixão que a História e a Cultura latino-americana me despertam e contagiar um grande número de educadores. Um tema que era invisível até então – dos estudantes latino-americanos nas escolas paulistanas e as suas culturas de origem – ganhou destaque e relevância através de cursos de formação para educadores, seminários, oficinas, mostras culturais, apresentações teatrais, espetáculos de música e dança, degustação de culinária, mostras fotográficas, cineclubes, feiras de difusão de artesanato, contação de histórias, fórum de discussão curricular… uma infinidade de atividades que teve como foco o compartilhamento de cultura, da nossa cultura, da cultura latino-americana. Cerca de 80% dos estudantes imigrantes na Rede Municipal de Ensino de São Paulo são latino-americanos e caribenhos, o que configura um desafio quando se pensa na discussão curricular nos moldes como colocou Paulo Freire: crítico, popular e emancipador. Que espaço há na escola para o compartilhamento desses saberes? Qual currículo escolar pode ser construído a partir da diversidade cultural vivenciada na escola? Algumas das respostas para essas perguntas pretendo encontrar através da pesquisa de Doutorado que se inicia em 2017. Mas, como o que nos movem são as perguntas, retomo o parágrafo inicial dessas Memórias: mesmo sendo brasileira, porque a América Latina pulsa dentro de mim? A essa questão a pesquisa acadêmica não poderá dar respostas. Essas são questões que me conduzirão para toda a vida.

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Nossa comida, nossa religiosidade, nossas canções, nossas perdas e conquistas, nossas estradas de terra, tudo nos remete ao que somos enquanto povo – é o nosso espaço compartilhado.

Em tempo: certa vez, em horário de pico, no metrô da cidade do México eu conversava em português com uma amiga de viagem e algumas pessoas nos olhavam com estranhamento. Se pudesse voltar no tempo, não ignoraria os olhares. Eu diria que um metrô parecido circulava São Paulo naquele exato momento, haviam tantos trabalhadores cansados, super-explorados, preocupados com as dívidas e o desemprego, porque o nosso povo partilha as mesmas angústias, mas a traduzimos em línguas diferentes. Se me pedissem para conceituar “Interculturalidade”, exemplo melhor eu não poderia encontrar.

[1] Nascida em Belo Horizonte, Minas Gerais, Brasil: América Latina. Professora de História na Rede Municipal de Ensino de São Paulo. Mestre em Integração da América Latina pelo PROLAM/USP.

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Ciclo: Clandestinas, Dissidentes, Marginais: As mulheres e as lutas urbanas

A convite do coletivo  Arrua  nosso coletivo participou no dia 25 de outubro as 19:00 hs    do debate  do Ciclo: Clandestinas, Dissidentes, Marginais: As mulheres e as lutas urbanas.

Convidades:

SYMMY LARRAT, coordenadora do programa Transcidadania da Prefeitura Municipal de São Paulo e ativista trans
JOBANA MOYA, ativista da Equipe de Base Warmis – Convergência das Culturas, coletivo que integra a Frente de Mulheres Imigrantes e a FIRI – Frente Independente de Refugiados e Imigrantes.
MARA LUCIA SOBRAL, catadora, fundadora da Cooperativa Granja Julieta

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Sobre o ciclo CLANDESTINAS, DISSIDENTES, MARGINAIS: As mulheres e as lutas urbanas
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Pensar na luta política a partir da vida cotidiana e das relações sociais, da fabricação silenciosa dos sentidos de pertencimento, da produção de outras linguagens para falar de um mundo no qual sempre fomos clandestinas, dissidentes, marginais. A proposta do ciclo de debates CLANDESTINAS, DISSIDENTES, MARGINAIS: As mulheres e as lutas urbanas é pensar a “política no feminino”, não nos situando apenas nas grandes estruturas institucionais, mas refletindo sobre outras formas políticas que nos permitam escapar das armadilhas de uma política masculina e patriarcal.

O feminismo vem dando visibilidade para aspectos tradicionalmente excluídos do debate político: o mundo da reprodução, a prática dos cuidados, a produção do corpo, a escuta intransigente, a produção de linguagens dissidentes, a possibilidade de ser afetadx pelas diferenças. Existe um feminismo possível capaz de fazer frente ao avanço do capitalismo aos nossos corpos e territórios? Como é possível pensar a crise (urbana e política) que vivemos a partir de uma política feminista? O feminismo pode se liberar das questões de “gênero” apenas para se constituir como a matriz central de outra política, outras práticas de resistência e de organização?

Para responder a essas questões, convidamos mulheres com histórias de práticas e experiências ativistas para um espaço de trocas e reflexão sobre as possibilidades de resistência e o novo terreno da luta contra o avanço neoliberal — identificado por muitas feministas na América Latina como responsável pelo esgarçamento das redes de proteção comunitárias, o enfraquecimento das relações coletivas e a produção contínua de uma atomização social que produz, incessantemente, uma paisagem social e urbana marcada pela “guerra de todos contra todos”.

Texto: Coletivo Arrua

Fotos:  Paula Andrea Rodriguez ( Equipe de Base Warmis-Convergência das Culturas)

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Oficina Tullmas no CEU Campo Limpo

Oficina de tullmas realizada no CEU CAMPO LIMPO a atividade faz parte da programação da Jornada Municipal de Educação para as Relações Étnico-raciais. A warmis Jobana Moya foi a facilitadora da oficina.

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Fotos: Equipe de Base Warmis-Convergência das Culturas

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Warmis no Centro Cultural São Paulo

Nosso Equipe de Base Warmis- Convergência das Culturas agora  e parte da programação da Sala DACE  do Centro Cultural São Paulo até dezembro.

 

Equipe de Base Warmis – Convergência de Culturas

de agosto a dezembro – sempre às quintas-feiras

A Equipe de Base Warmis – Convergência de Culturas é um coletivo de mulheres voluntárias, imigrantes, primordialmente sul-americanas, que empreende ações que buscam a melhoria das condições de vida de suas comunidades.

Projeção de material do acervo vivo das culturas imigrantes de São Paulo
dias 4/8, 1º/9, 6/10 e 3/11 – das 16h às 18h

Oficina: Aprenda a carregar bebês no Aguayo (sling andino)
dias 11/8, 8/9, 13/10, 10/11 e 8/12 – das 16h às 18h

Oficina: Cartaz autobiográfico
dias 18/8, 22/9, 20/10, 17/11 – das 16h às 18h

Oficina: Criação de Tullmas (pompons andinos)
dias 25/8, 29/9, 27/10, 24/11 e 15/12 – das 16h às 18h

Sala da DACE
grátis – atividade sem necessidade de inscrição e retirada de ingressos

 

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Oficina de Tullmas na EMEFM Linneu Prestes

Jornada Municipal de Educação para as Relações Étnico-raciais. Atividade com educandos da EJA (Educação de Jovens e Adultos) na EMEFM Linneu Prestes (Santo Amaro). As warmis Jobana Moya e Mariela Pizarro foram as facilitadoras das oficinas.

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Fotos: Equipe de Base Warmis-Convergência das Culturas

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Seminário Internacional Educação e Migração: caminhos para uma Cidade Educadora

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Foto: Jessica Moreira

O evento foi realizado na cidade de São Paulo, no dia 14 de setembro, no Museu da Imigração (Rua Visconde de Parnaíba, 1316 – Mooca), e marcou  o lançamento do terceiro volume da coleção Territórios Educativos. A publicação sistematiza as ações do projeto Trilhas da Cidadania, uma iniciativa de ensino de Língua Portuguesa para imigrantes, solicitantes de refúgio e refugiados desenvolvida pelo Aprendiz sob a perspectiva da Cidade Educadora.

Nosso coletivo foi parte  do debate” Migração e Participação Social: a emergência de novos atores no espaço urbano”

Bruno Lopes (CDHIC – Centro de Direitos Humanos e Cidadania do Imigrante)
Guilherme Otero (Coordenação de Políticas para Migrantes da Secretaria Municipal de Direitos Humanos e Cidadania de São Paulo da Prefeitura de São Paulo)
Jobana Moya (Equipe de Base Warmis-Convergência das Culturas)
Veronica Yujra (Projeto Si Yo Puedo)
Debatedor: Rodrigo Borges Delfim (MigraMundo)

Mais sobre o evento : http://portal.aprendiz.uol.com.br/2016/09/16/espalhar e-convergir-culturas-potencializa-resistencia-de-imigrantes-em-sao-paulo/

 

 

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Debate FIRI: O Estatuto do Estrangeiro e a nova Lei de Migração

Debate FIRI: O Estatuto do Estrangeiro e a nova Lei de Migração

 

“A FIRI convida: debate sobre o Estatuto do Estrangeiro e o novo projeto de Lei de Migração”

Data: 10 de setembro

Horário: 17:00 hs

Endereço: Rua Alvaro de Carvalho, 190 (próximo à estação Anhangabaú)

A FIRI – Frente Independente de Refugiados e Imigrantes, da qual faz parte o GRIST, a MOP@T, o Visto Permanente e Equipe de Base Warmis- Convêrgencia das Culturas, convida todas e todos, imigrantes, refugiados e refugiadas, brasileiros e brasileiras, a participarem no debate sobre o Estatuto do Estrangeiro (que hoje ainda rege em termos legislativos a vida dos estrangeiros em território brasileiro) e sobre os novos projetos de Lei de Migração, especialmente aquele que está mais avançado, o PL 2516/15.
É preciso todas e todos estarmos consciente do texto legislativo que regula e que poderá vir a regular a vida do e da imigrante no Brasil para que tomemos nossa posição diante da dinâmica político-legislativa brasileira. Para isso temos três convidadas que saberão nos informar sobre a história e a atualidade da legislação migratória no Brasil: Lucia Sestokas, Pata Torrez e Suhayla Khalil.
Contamos ainda com vários representantes de coletivos e movimentos migrantes de São Paulo para dinamizar o debate. Debate que deverá ser de todas e todos, que nos apropriemos da legislação migratória brasileira e que entendamos os caminhos de transformação necessários.

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