Mulheres imigrantes em Marcha ! 8M

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Mulheres Imigrantes e a luta por moradia em São Paulo

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Mulheres Imigrantes e a luta por moradia em São Paulo

Neste evento, convidamos mulheres migrantes para compartilhar suas experiências com moradia na cidade de São Paulo.
Abordamos questões como as dificuldades particulares que elas enfrentaram ou ainda enfrentam em conseguir uma moradia digna na cidade, as redes de apoio as quais podem recorrer, assim como suas conquistas e esperanças nessa temática. A luta por um lugar digno e acessível para se morar faz parte da realidade de milhares brasileiros e brasileiras habitantes de São Paulo, e esse evento busca visibilizar e despertar uma reflexão sobre a perspectiva das mulheres migrantes sobre essa questão.
Ao conheceremos um pouco mais sobre suas experiências na luta por moradia, podemos desafiar a visão de que brasileiros e migrantes são competidores por direitos e vislumbrar caminhos para promover o direito à moradia e à cidade para todos e todas

Local: Sala de Debates
Data: 01/03/2018

Convidadas:

Prudence Kalombay (Congo)

Diana Thomaz (Brasil)

Beatriz Barros (Bolivia) – integrante  Equipe de Base Warmis

Moderação: Elizabeth Suarique Gutiérrez

Apoio: Centro Cultural São Paulo

AUDIO DO DEBATE:

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TRAVESSIAS OCULTAS-LASTRO BOLIVIA

Neste domingo 28 vamos apresentar a apertura da exposição Travessías Ocultas no SESC Bom Retiro:

- 11 h: Oficina de tullmas
– 13 h30:  Apresentação Lakitas Sinchi Warmis
– 15 h : Oficina aprenda a construir sua lakita.

As oficinas e a apresentação são gratis

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Atividades da Warmis no Yunza 2015. Venha e participe!

El dia 22 de Marzo participaremos del 4° Festival Cultural del  Carnaval Andino Yunza 2015 (participación que  se articulo  desde la Coordenação de Políticas para Migrantes  da Secretaria Municipal de Direitos Humanos  e Cidadania)  organizado por:  Centro de Direitos Humanos e Cidadania do Imigrante/CDHIC, en colaboración con el  Consulado Geral del Perú en São Paulo y la Asociación  Latino Americana de Arte e Cultura Andina/ALAC.

  Estaremos desde las 12:00 hs hasta las 16:30 hs difundiendo información sobre salud  de la Mujer  ,Violencia Obstétrica, Parto Humanizado, Lactancia, Cuidados durante y después del embarazo y otros.

Realizaremos junto a  la Secretaria  Municipal de  Politicas para Mujeres  una rueda de conversa abierta al público   para conocer mejor las demandas que tienen las mujeres imigrantes en la ciudad de São Paulo,  durante el evento  la SMPM realizará atendimientos a las mujeres   con su unidad móvil   sobre dudas que tengan respecto de sus derechos.

Para encontrarnos sólo deben buscar el bus lilás de la SMPM.

Dónde:

Centro Esportivo Tietê, Av. Santos Dumont, 843, Luz, São Paulo, SP, próximo ao Metrô Armênia.

Horário de actividades de Warmis:

12:00 – 16:30 hs

 Más informaciones sobre Yunza 2015

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Relato renovação de RNE na Policia Federal de SP

Relato renovação de RNE na Policia Federal de SP

Era a primeira semana de Janeiro de 2015 e meu Registro Nacional de Estrangeiro vencia no dia 05 de fevereiro de 2015, como ia viajar para Argentina para o carnaval decidi antecipar a renovação.

Entre no site da Policia Federal preenchi o formulário, paguei a taxa e seguindo a informação postada na pagina quis fazer o agendamento, a próxima data que tinham era para o mês de maio. Se agendasse para essa data não ia conseguir viajar, então mais uma vez seguindo as informações do site da PF me encaminhei com urgência ao posto mais próximo, aquele que fica beirando a Marginal Tiete.

Chegando la numa sexta feira, depois de esperar na fila 30 minutos para entrar no prédio e 2 horas para ser atendido me disseram que não iam me atender porque já eram 10 horas da manha.  Tentei explicar que no site da PF consta que o horário de atendimento é das 7 as 18 hs. Mas de nada adiantou, foram categóricos que tinha que voltar na segunda feira por volta da 6 hs da manha.  Sai de lá muito contrariado e com o dia de trabalho perdido.

Voltei na segunda feira 6 horas da manha, já tinha na minha frente 70 pessoas do lado de fora do prédio, essa fila com o correr do tempo foi se estendendo ate quase chegar a mais de 250 pessoas.

Quando deram as 7 hs minha expectativa de entrar logo foi por água abaixo, eles informaram que o horário das 7 e para os brasileiros que vão tirar o passaporte, que os estrangeiros tinham que esperar ate as 8 hs..

As 8 hs abriram as portas para nos, mas 30 minutos para passar pelo controle de identificação, apôs subir as escadas, novamente outra fila, agora para pedir senha para ter direito a ser atendido.  Uma pessoa sozinha atendia todas as demandas, pegava a documentação e infirmava que aguardasse o chamado, mais e a senha? vai ser chamado pelo seu nome aos gritos … imaginem só, com a quantidade de sobrenomes de tão diversos países e idiomas, árabe, chinês, espanhol, francês, inglês, alemão etc., era a torre de babel misturada com uma tragicomédia. Era de chorar de rir e chorar de indignação por perceber que iam levar horas em atender.   As horas foram passando e o ritmo de tartaruga e mau humor dos atendentes misturado com o rumor de que não ia dar tempo de atender todos foi crescendo,  muita gente  tinha sido dispensada  na sexta feira e que depois de aguardaram horas lhes disseram para voltar na segunda.

Você não pode reclamar, porque pode ser considerado como mal trato ou desacato a autoridade, como informam os cartazes colados em todo o recinto, tem que ficar calado e aceitar, esperar, aceitar, esperar por muitas horas.  revezando as cadeiras com uma multidão que se aglomera como pedintes esperando por migalhas que em algum momento vão jogar no chão.

Foram 9 horas de espera e 2 horas mais no processo de atendimento, algo inumano desde qualquer ponto de vista.

Mas de quem é a culpa ? dos atendentes?, da policia federal?, do governo ?

A culpa e do sistema que vivemos aqui no Brasil e no resto do mundo, um sistema que discrimina, violenta, maltrata, humilha e degrada as pessoas. Que gera xenofobia. Que converte as pessoas em inimigas, em aves de rapina.

A culpa e de um sistema que permite a livre circulação de mercadorias nos diferentes tratados comerciais e não permite a livre circulação dos seres humanos, porque tem como valor central o dinheiro.

Mas e agora tem como solucionar esta terrível situação dos imigrantes aqui no Brasil ? Um primeiro passo seria tirar isto da Policia Federal, já que eles foram treinados para combater o crime e não para tratar com imigrantes e transferir para alguma unidade do Poupatempo, ou criar unidades de atendimento nesse formato, que são excelentes.

No demais indignação por todo o que os imigrantes temos que passar aqui e em outros países para ter o direito de morar onde cada um escolhe ou as circunstâncias o levam.

Por: F. D.  Suarez, argentino

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Oficina no CIC do Imigrante: Ley María da Penha y Derechos de la Mujer

Nuestro Equipe de Base esta realizando atendimiento a las mujeres imigrantes los dias miércoles de 13:00 a 17:00 hs en el espacio del Proyecto Si Yo Puedo en el CIC do Imigrante.

Como parte de nuestro atendimiento comenzamos un ciclo de talleres gratuitos que serán realizados semanalmente en este espacio.

Este primer taller será facilitado por la Lic.  Gabriela Milenka Arraya, boliviana y voluntaria de nuestro equipo.

 

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Encontro com Mulheres Imigrantes – Políticas para as Mulheres

 

Com a ajuda da Vereadora Juliana Cardoso e seu assessor João Antonio Ferreira conseguimos articular uma reunião com uma representante da Secretaria  da Mulher (Elisabete Aparecida Silverio), da Prefeitura de SP. Como fruto dessa reunião, conseguimos um encontro aberto com mulheres imigrantes, cujas pautas foram organizadas por nós.

Equipe de trabalho nas reuniões: Erika Sato, Andrea Carabantes  e Jobana Moya. (voluntarias de Warmis)

Tradução texto: Luisa Caron (voluntaria  de Warmis)

 

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Problemas de Salud por estar parada o sentada por mucho tiempo durante el trabajo

Problemas de la espalda y del cuello. Éstos suceden cuando una persona pasa mucho tiempo sentada con la espalda inclinada, o parada en un solo lugar.

Várices, pies hinchados y coágulos de sangre en las piernas. Cuando una persona está sentada o de pie por mucho tiempo, es difícil que la sangre le fluya bien en las piernas, sobre todo si tiene las piernas cruzadas.

Prevención:

• Salga a dar caminatas cortas y rápidas durante sus descansos .Trate también de caminar alrededor del cuarto o por lo menos, trate de estirarse cada hora.

• Si es posible, use calcetines o medias con soporte. Deben llegarle más arriba de la rodilla.

• Haga cada uno de los ejercicios descritos a continuación siempre que sienta rigidez o dolor, o cuando no pueda enderezar bien la espalda. Repita los ejercicios 2 ó 3 veces, mientras respira lenta y profundamente.

Si usted tiene que estar sentada en el trabajo…

• use una silla con un respaldo recto—que le mantenga rectos la
cabeza, el cuello y los hombros. También apóyese la cintura por
detrás, con una tela enrollada o con almohadas, si eso le ayuda.

• si es necesario, ajuste la altura de su silla o de su mesa para que
pueda trabajar con una mejor postura. Puede intentar sentarse
en un cojín o poner bloques debajo de su escritorio o de
su mesa.

• no cruce las piernas a la altura de las rodillas.

• no use ropa ajustada.

Fuente: “Dónde no hay Doctor para mujeres” (Fund. Hesperian)

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¿POR QUÉ LAS MUJERES AGUANTAN TANTO TIEMPO LA VIOLENCIA DOMÉSTICA?

¿POR QUÉ LAS MUJERES AGUANTAN TANTO TIEMPO LA VIOLENCIA DOMÉSTICA?

1- Miedo de romper el relacionamiento.

2- Vergüenza de buscar ayuda y ser criticada.

3 – Esperanza de que la pareja cambie su comportamiento.

4 – Por sentirse sola y no contar con personas que la apoyen.

5 – Miedo de no ser aceptada en la sociedad como una mujer sin marido.

6 – Dependencia económica de la pareja para el sustento de la familia.

7 – Ni todas están preparadas para vivir un proceso de separación.

8- Por causa de las relaciones desiguales de género.

Dejar una relación violenta es un proceso: cada una tiene su tiempo.

Fuente: “Mujer da vuelta la página”

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8ª MARCHA DOS IMIGRANTES – Textos das nossas intervenções

Texto lido pela integrante da Warmis, Jobana Moya, durante o trajeto da 8ª Marcha dos Imigrantes. É um extrato do texto “A cura do sofrimento” do pensador latinoamericano e fundador do Movimento Humanista, Mario Rodrigues Cobos (Silo).

Foto: Ana María Delfillo

Sobre a Violência:

“A violência no homem, movida pelos desejos, não fica só como doença na sua consciência, antes actua no mundo dos outros homens, exercitando-se com o resto das pessoas. Não creias que falo de violência referindo-me apenas ao facto armado da guerra, em que uns homens destroçam outros homens. Essa é uma forma de violência física. Há uma violência económica: a violência económica é aquela que te faz explorar outro; a violência económica dá-se quando roubas outro, quando já não és irmão do outro, mas sim ave de rapina para o teu irmão. Há, além disso, uma violência racial: achas que não exercitas a violência quando persegues outro que é de uma raça diferente da tua, achas que não exerces violência quando o difamas por ser de uma raça diferente da tua? Há uma violência religiosa: achas que não exercitas a violência quando não dás trabalho, ou fechas as portas, ou despedes alguém, por não ser da tua mesma religião? Achas que não é violência cercar aquele que não comunga os teus princípios por meio da difamação; cercá-lo na sua família, cercá-lo entre a sua gente querida, porque não comunga a tua religião? Há outras formas de violência que são as impostas pela moral filisteia. Tu queres impôr a tua forma de vida a outro, tu deves impôr a tua vocação a outro… mas quem te disse que és um exemplo que se deve seguir? Quem te disse que podes impôr uma forma de vida porque a ti te apraz? Onde está o molde e onde está o tipo para que tu o imponhas?… Eis outra forma de violência. Só podes acabar com a violência em ti e nos outros e no mundo que te rodeia pela fé interior e pela meditação interior. Não há falsas portas para acabar com a violência. Este mundo está prestes a explodir e não há forma de acabar com a violência! Não procures falsas portas! Não há política que possa solucionar este afã de violência enlouquecido. Não há partido nem movimento no planeta que possa acabar com a violência no mundo… Dizem-me que os jovens em diferente latitudes estão a procurar falsas portas para sair da violência e do sofrimento interior. Procuram a droga como solução. Não procures falsas portas para acabar com a violência.

Irmão meu: cumpre com mandamentos simples, Leva a paz em ti e leva-a aos outros. Irmão meu: além, na História, está o ser humano mostrando o rosto do sofrimento, olha esse rosto do sofrimento… mas recorda que é necessário seguir adiante e que é necessário aprender a rir e que é necessário aprender a amar.

A ti, irmão meu, lanço esta esperança, esta esperança de alegria, esta esperança de amor, para que eleves o teu coração e eleves o teu espírito, e para que não te esqueças de elevar o teu corpo.”

Andrea Carabantes, que faz parte da Warmis, foi a encarregada de falar pela comunidade chilena na 8ª Marcha dos Imigrantes.

Foto: Tatiana Waldman

Esse aqui é o texto:
“Olá, Meu nome é Andrea e minha nacionalidade é chilena. Moro nesta cidade há 5 anos.
Emigrar é sempre uma decisão difícil, decidimos deixar nossa terra natal sós ou com nossas famílias por diferentes motivos, muitas vezes esses motivos são lindos, estudos, amor ou vontade de viver uma experiência diferente entre outros; e muitas vezes é o contrário, somos obrigados a deixar nossos países devido as guerras, desastres naturais, crises econômicas ou como foi o caso de muitos chilenos, sair por motivos políticos, escapando de uma ditadura que os ameaçava de morte junto as suas famílias.
Quando imigramos, independente do motivo que nos leva a isso, queremos ser tratados com respeito, dignidade e equidade. Não somos visitantes, não estamos aqui apenas como um enfeite que garante a diversidade do lugar, somos atores fundamentais do desenvolvimento das sociedades onde residimos.
Quando imigramos muitas vezes achamos comum não termos alguns direitos, mas por acaso isso não é violência?
São muitos os imigrantes que quando perguntados não tem a sensação de terem sido discriminados, mas que acontece com os custos altíssimos que são cobrados para poder obtermos nossa residência no pais? ou a infinita burocracia à que somos sometidos para isso? Que acontece quando precisamos um lar e não temos os papeis necessários? ou quando nossos filhos são discriminados devido as suas origens? que acontece quando chega o momento de parir nossos filhos e nossas tradições não são respeitadas? Nem vamos falar dos direitos políticos, não podemos votar, nem podemos ser votados.
Tudo isso, é sim, violência e discriminação!!
Como mulher me solidarizo com o sofrimento de nossas irmãs que trabalham por salários miseráveis em condições desumanas, me solidarizo com nossas irmãs que no momento de trazer seus filhos ao mundo são violentadas e humilhadas, me solidarizo com a dor de ver sofrer teus filhos porque são, aparentemente, diferentes.
As mulheres somos a força que move o mundo, somos nós que estamos por trás de todas as grandes mudanças da história e das grandes mudanças atuais; é hora que deixemos de estar por trás e coloquemos nossa cara e nosso corpo em melhorar as condições de nossas irmãs imigrantes.
Faço uma especial chamada às mulheres chilenas a unir-se às causas que as comovam, a lutar pelos direitos de todas e todas, a deixar de lado as brigas entre nacionalidades que não são nossas e sim de uns poucos que se beneficiam com isso, as convido a criar redes de apoio nos bairros onde vocês moram, a solidarizar-se com as dificuldades pelas que passam os e as imigrantes mais vulneráveis. Somos chilenas, somos solidárias, está na nossa história.
Convido a todas a unir-se ao frente de mulheres imigrantes para mudarmos essa realidade da mulher imigrante no Brasil, porque juntas somos e seremos sempre mais fortes!
¡Muchas gracias!
Andrea Carabantes Soto
São Paulo, 07 de dezembro de 2014.
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