8ª MARCHA DOS IMIGRANTES – Textos das nossas intervenções

Texto lido pela integrante da Warmis, Jobana Moya, durante o trajeto da 8ª Marcha dos Imigrantes. É um extrato do texto “A cura do sofrimento” do pensador latinoamericano e fundador do Movimento Humanista, Mario Rodrigues Cobos (Silo).

Foto: Ana María Delfillo

Sobre a Violência:

“A violência no homem, movida pelos desejos, não fica só como doença na sua consciência, antes actua no mundo dos outros homens, exercitando-se com o resto das pessoas. Não creias que falo de violência referindo-me apenas ao facto armado da guerra, em que uns homens destroçam outros homens. Essa é uma forma de violência física. Há uma violência económica: a violência económica é aquela que te faz explorar outro; a violência económica dá-se quando roubas outro, quando já não és irmão do outro, mas sim ave de rapina para o teu irmão. Há, além disso, uma violência racial: achas que não exercitas a violência quando persegues outro que é de uma raça diferente da tua, achas que não exerces violência quando o difamas por ser de uma raça diferente da tua? Há uma violência religiosa: achas que não exercitas a violência quando não dás trabalho, ou fechas as portas, ou despedes alguém, por não ser da tua mesma religião? Achas que não é violência cercar aquele que não comunga os teus princípios por meio da difamação; cercá-lo na sua família, cercá-lo entre a sua gente querida, porque não comunga a tua religião? Há outras formas de violência que são as impostas pela moral filisteia. Tu queres impôr a tua forma de vida a outro, tu deves impôr a tua vocação a outro… mas quem te disse que és um exemplo que se deve seguir? Quem te disse que podes impôr uma forma de vida porque a ti te apraz? Onde está o molde e onde está o tipo para que tu o imponhas?… Eis outra forma de violência. Só podes acabar com a violência em ti e nos outros e no mundo que te rodeia pela fé interior e pela meditação interior. Não há falsas portas para acabar com a violência. Este mundo está prestes a explodir e não há forma de acabar com a violência! Não procures falsas portas! Não há política que possa solucionar este afã de violência enlouquecido. Não há partido nem movimento no planeta que possa acabar com a violência no mundo… Dizem-me que os jovens em diferente latitudes estão a procurar falsas portas para sair da violência e do sofrimento interior. Procuram a droga como solução. Não procures falsas portas para acabar com a violência.

Irmão meu: cumpre com mandamentos simples, Leva a paz em ti e leva-a aos outros. Irmão meu: além, na História, está o ser humano mostrando o rosto do sofrimento, olha esse rosto do sofrimento… mas recorda que é necessário seguir adiante e que é necessário aprender a rir e que é necessário aprender a amar.

A ti, irmão meu, lanço esta esperança, esta esperança de alegria, esta esperança de amor, para que eleves o teu coração e eleves o teu espírito, e para que não te esqueças de elevar o teu corpo.”

Andrea Carabantes, que faz parte da Warmis, foi a encarregada de falar pela comunidade chilena na 8ª Marcha dos Imigrantes.

Foto: Tatiana Waldman

Esse aqui é o texto:
“Olá, Meu nome é Andrea e minha nacionalidade é chilena. Moro nesta cidade há 5 anos.
Emigrar é sempre uma decisão difícil, decidimos deixar nossa terra natal sós ou com nossas famílias por diferentes motivos, muitas vezes esses motivos são lindos, estudos, amor ou vontade de viver uma experiência diferente entre outros; e muitas vezes é o contrário, somos obrigados a deixar nossos países devido as guerras, desastres naturais, crises econômicas ou como foi o caso de muitos chilenos, sair por motivos políticos, escapando de uma ditadura que os ameaçava de morte junto as suas famílias.
Quando imigramos, independente do motivo que nos leva a isso, queremos ser tratados com respeito, dignidade e equidade. Não somos visitantes, não estamos aqui apenas como um enfeite que garante a diversidade do lugar, somos atores fundamentais do desenvolvimento das sociedades onde residimos.
Quando imigramos muitas vezes achamos comum não termos alguns direitos, mas por acaso isso não é violência?
São muitos os imigrantes que quando perguntados não tem a sensação de terem sido discriminados, mas que acontece com os custos altíssimos que são cobrados para poder obtermos nossa residência no pais? ou a infinita burocracia à que somos sometidos para isso? Que acontece quando precisamos um lar e não temos os papeis necessários? ou quando nossos filhos são discriminados devido as suas origens? que acontece quando chega o momento de parir nossos filhos e nossas tradições não são respeitadas? Nem vamos falar dos direitos políticos, não podemos votar, nem podemos ser votados.
Tudo isso, é sim, violência e discriminação!!
Como mulher me solidarizo com o sofrimento de nossas irmãs que trabalham por salários miseráveis em condições desumanas, me solidarizo com nossas irmãs que no momento de trazer seus filhos ao mundo são violentadas e humilhadas, me solidarizo com a dor de ver sofrer teus filhos porque são, aparentemente, diferentes.
As mulheres somos a força que move o mundo, somos nós que estamos por trás de todas as grandes mudanças da história e das grandes mudanças atuais; é hora que deixemos de estar por trás e coloquemos nossa cara e nosso corpo em melhorar as condições de nossas irmãs imigrantes.
Faço uma especial chamada às mulheres chilenas a unir-se às causas que as comovam, a lutar pelos direitos de todas e todas, a deixar de lado as brigas entre nacionalidades que não são nossas e sim de uns poucos que se beneficiam com isso, as convido a criar redes de apoio nos bairros onde vocês moram, a solidarizar-se com as dificuldades pelas que passam os e as imigrantes mais vulneráveis. Somos chilenas, somos solidárias, está na nossa história.
Convido a todas a unir-se ao frente de mulheres imigrantes para mudarmos essa realidade da mulher imigrante no Brasil, porque juntas somos e seremos sempre mais fortes!
¡Muchas gracias!
Andrea Carabantes Soto
São Paulo, 07 de dezembro de 2014.
8a Marcha dos Imigrantes”

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I Mostra Cultural Dezembro Imigrante nos CEUs

Entre os dias 1 e 14 de dezembro a Diretoria de Orientação Técnica/Núcleo de Educação Étnico-Racial e a Assessoria Especial/Programas Especiais, da Secretaria Municipal de Educação, realizam a I Mostra Cultural Dezembro Imigrante nos CEUs.

A iniciativa contará com seminários, cursos, oficinas, peças de teatro, rodas de conversas, exposições e shows. As atividades acontecerão nos CEUs Aricanduva, Lajeado, Paz, Quinta do Sol e São Rafael, Auditório da Diretoria Regional de Educação (DRE) Freguesia do Ó/Brasilândia, Auditório da SubPrefeitura V. Maria/Guilherme, Câmara Municipal de São Paulo, Galeria Olido, Praça Kantuta e na EMEF Dona Angelina Maffei Vita, localizada no bairro da Casa Verde, zona norte da capital paulista.

A inclusão da temática dos imigrantes no calendário oficial das Mostras Culturais justifica-se pelo fato de que, atualmente, 3.239 crianças nascidas fora do Brasil fazem parte do total de alunos da Rede Municipal de Ensino. Dessas, cerca de 70% são bolivianas.

A escolha do mês de dezembro para a realização da Mostra se justifica pela importância do período para os movimentos sociais, como a Marcha dos Imigrantes na cidade de São Paulo, que está na oitava edição e a celebração do Dia Internacional do Imigrante em 18 de dezembro.

Nosso Equipe de Base faz parte da programação:

Nosso equipe de Base participa nesta atividade

Acompanhe abaixo as atividades que farão parte da Mostra:

DRE Penha
Seminário “Olhares para a Imigração em São Paulo: subsídios para práticas pedagógicas voltadas à diversidade cultural”
Formação dirigida aos educadores da rede municipal, com foco na questão da imigração.
Dias 01 e 02/12, das 18h30 às 22h30
Carga horária: 08 horas
Local: CEU Quinta do Sol
Endereço: Av. Luiz Imparato, 564 – Parque Cisper
Inscrições: de 25/11 a 01/12/14 no link etnicorracial.blogspot.com.br
Vagas: 350 (trezentos e cinquenta)

DRE Freguesia do Ó/Brasilândia
Seminário “Olhares para a Imigração em São Paulo: subsídios para práticas pedagógicas voltadas à diversidade cultural”
O objetivo é fornecer subsídios teóricos que possibilitem ao educador construir uma prática pedagógica que se utilize da diversidade cultural como elemento mediador das aprendizagens. Haverá também apresentação musical “Mariachis Guadalajara”, música popular mexicana e do grupo de dança folclórica boliviana Tinkus Jaira.
Dia 06/12, das 09h às 17h
Carga horária: 08 horas
Local: Auditório da DRE Freguesia do Ó/Brasilândia
Endereço: Rua Léo Ribeiro de Moraes, 66 – Freguesia do Ó
Inscrições: de 26/11 a 04/12/14, no link goo.gl/ckXe9m
Vagas: 80 (oitenta)

DRE Jaçanã/Tremembé
Seminário “Educação e Migração: acesso, permanência e valorização da diversidade”
Temas abordados: Experiências pedagógicas em Educação para Imigrantes (relatos de práticas em educação formal e não-formal); Educação e Migração: Conquistas e desafios para as políticas locais de integração. Apresentação “Peru Inkas”, com repertório de música popular andina.
Dias 10 e 11/12, das 13h30 às 17h30
Carga horária: 08 horas
Local: Auditório da Sub Prefeitura V. Maria/Guilherme
Endereço: Rua General Mendes, 111 – Vila Maria
Inscrições: de 26/11 a 08/12/14 no link goo.gl/UDKwof
Vagas: 100 (cem)

DRE Ipiranga
Curso “Olhares para a imigração na cidade: contribuições para uma educação intercultural”
O objetivo é refletir sobre a presença dos alunos imigrantes na escola, fornecendo ao educador instrumentos de articulação da diversidade cultural de modo positivado e ações que combatam práticas discriminatórias e xenofóbicas no ambiente escolar. Programação composta por palestras, cineclube e visita de campo a Praça Kantuta. Apresentação musical “Sendero”, música popular da América Latina.
De 12 a 14/12
Carga horária: 12 horas.

Programação
Dia 12/12, das 18h às 22h.
Local: Câmara Municipal de São Paulo. Endereço: Viaduto Jacareí, 100
Discussão sobre o conceito de Imigração; a importância da escola no combate ao preconceito e discriminação.
Dia 13/12 das 09h às 13h
Local: Galeria Olido. Endereço: Av. São João, 473.
Cine-clube com a exibição de documentários que dialogam com a presença imigrante em São Paulo. Roda de conversa pelos produtores dos documentários que serão exibidos.
Dia 14/12, das 10h às 14h
Local: Praça Kantuta. em frente a IFESP, próximo a estação Armênia do metrô.
Visita monitorada a Feira da Kantuta – que é um dos espaços de sociabilidade dos imigrantes andinos na cidade de São Paulo.
Inscrições: de 27/11 a 09/12/2014 no link goo.gl/forms/nMGDjsXwWC
Vagas: 70 (setenta)

EMEF Infante dom Henrique
06/12, 13h00: show“ Latinos Sound Crew”, um coletivo de DJs latino-americanos residentes na cidade de São Paulo que difunde a música latina, na Mostra Cultural da escola.

EMEF Dona Angelina Maffei Vita
09/12, 20h00: Oficina “Roteiro Cultural: Bolívia”. A Bolívia é o país de onde vem a maior parte dos imigrantes que chegam a São Paulo e a oficina de vídeo mostrará a diversidade cultural do país. Apresentação Cultural: “Tinkus Jaira”, dança típica boliviana. Apresentação Cultural: Son de los Andes.
11/12, 20h00: show “Latinos Sound Crew”, um coletivo de DJs latino-americanos residentes na cidade de São Paulo que difunde a música latina.

CEU Aricanduva
02/12, 14h00: Oficina “Baú de Histórias: uma volta ao mundo”. O Baú apresenta histórias do folclore brasileiro, lendas indígenas, contos africanos, contos populares regionais do Brasil, contos populares do mundo, contos encantados e tantas outras histórias que podemos lembrar e imaginar.
03/12, 14h00: show “Peru Inkas”, com repertório de música popular andina.
04/12, 14h00: Oficina Kussunde. Discutindo as relações África-Brasil através da dança, literatura, arte e música.
08/12, 14h00: Oficina “Ryuusei Taiko” – grupo de percussão com tambores japoneses.
11/12, 14h00: show “Mariachis Guadalajara”, música popular mexicana.

CEU Lajeado
04/12, 14h00: Oficina “Baú de Histórias: uma volta ao mundo”. O Baú apresenta histórias do folclore brasileiro, lendas indígenas, contos africanos, contos populares regionais do Brasil, contos populares do mundo, contos encantados e tantas outras histórias que podemos lembrar e imaginar.
04/12, 19h00: Peça de teatro “Camiños Invisibles”. Reflexões sobre a imigração e as relações de trabalho.
13/12, 14h00: Roda de Conversa “Acesso a Saúde Pública para Imigrantes”. Apresentação de dança Ballet “Si, yo puedo”.

CEU Paz
03/12, 15h00: oficina Kussunde. Discutindo as relações África-Brasil através da dança, literatura, arte e música.
03/12, 19h00: show “Os Escolhidos” – música africana contemporânea. Teatro.

CEU Quinta do Sol
01/12 a 12/12: Exposição fotográfica “Qhapaq Ñan: o caminho Inca”, no foyer.
01/12 e 02/12, das 18h30 as 22h30: Seminário “Olhares para a Imigração em São Paulo: subsídios para práticas pedagógicas voltadas para a diversidade cultural”. Formação dirigida aos educadores da rede municipal, com foco na questão da imigração.
01/12, 18h30: Apresentação musical do grupo “Sendero”, música popular da América Latina.
02/12: Apresentação do grupo “Acuarela Paraguaia”, trazendo as belezas da guarânia e da dança folclórica do Paraguai.

CEU São Rafael
03/12, 19h00: Peça de teatro “Camiños Invisibles”. Reflexões sobre a imigração e as relações de trabalho.

CRAI (Centro de Referencia e Acolhida para Imigrantes)
08/12, 14h00: Oficina de “Mostra de Cinema Brasileiro” e “A caça”, com conteúdo relacionado a formação cultural brasileira e imigração. Endereço: Rua Japurá, 234 – Bela Vista.

Museu da Imigração
05/12, 18h: Segunda roda de conversa sobre o acesso à educação e a imigração. Mais informações no site www.museudaimigracao.org.br

Fonte: http://portal.sme.prefeitura.sp.gov.br/Main/Noticia/Visualizar/PortalSMESP/I-Mostra-Cultural-Dezembro-Imigrante-nos-CEUs

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2º Festival de Direitos Humanos “Cidadania nas Ruas”-Imigrantes em SP

Nosso Equipe de Base Warmis faz parte da programação:

Desenho: Laura Viana (Voluntária do Equipe de Base Warmis- Convergência das Culturas)

PROGRAMAÇÃO
Tarde Cultural no Centro
Quando: 11/12, 17h às 19h
Local: Espaço Cidadania nas Ruas – Praça do Patriarca, centro
17h às 18h – Música: Grupo Peru Inkas
18h às 19h – Música: Percussão Afro – Latina Jorge Perez

Roda de Conversa Sobre Cidadania, Direitos Humanos e Participação Social
Quando: 13/12, 9h às 14h
Local: CCB – Rua Costa Valente, esquina com a Rua Coimbra, Mooca
9h30 – Dança: Grupo Kantuta Bolívia
10h às 11h – Diálogo Social: Território de Direito
Com: Rogério Sottili, secretário municipal de Direitos Humanos e Cidadania, e Paulo Illes, coordenador de Políticas para Migrantes da SMDHC
11h às 12h – Roda de conversa com Warmis sobre políticas de saúde para mulheres imigrantes e série de vídeos
12h às 13h30 – Exibição de “Sete dias em Burkina Faso” seguida de debate com o diretor Carlinhos Antunes
Imigrantes em SP

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Parteras indígenas pertenecientes a los pueblos chiquitano, gwuarayu y ayoreo de Bolivia

Los indígenas tienen amplios conocimientos sobre temas de diferentes ámbitos que son el resultado del conocimiento de cientos de generaciones. Uno de ellos es el que poseen las parteras indígenas pertenecientes a los pueblos chiquitano, gwuarayu y ayoreo. Este trabajo audiovisual es el único realizado en Bolivia que reúne a parteras de tres diferentes pueblos de las Tierras Bajas. Se basa en testimonios de varias parteras y parteros empíricos, quienes relatan sus experiencias y técnicas laborales. El documental abarca las áreas de trabajo de atención al embarazo, parto, lactancia, medicaciones, etc. y la explicación de las creencias e interpretaciones fisiológicas. El documental resalta la profesionalidad de la labor que desempeñan las parteras y su aporte al sector formal de la salud.

Fuente:

APCOBApoyo Para el Campesino-Indígena del Oriente Boliviano

Site: http://www.apcob.org.bo

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Cartilha sobre Violência Obstétrica traduzida ao espanhol e inglês

Nosso equipe de base fez a tradução de forma gratuita ao espanhol e inglês do material produzido pelo Núcleo Especializado de Promoção e Defesa dos Direitos da Mulher da Defensoria Pública do Estado de São Paulo, para maior divulgação das informações.

O material já esta disponível no site do NUDEM.

Material espanhol

Material inglês

Obstetric Violence

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Oficina sobre Violência Obstétrica – Ministerio de la mujer, Comunidad Hispana – Iglesia Adventista del Séptimo Día

Oficina sobre Violência Obstétrica – Ministerio de la mujer, Comunidad Hispana – Iglesia Adventista del Séptimo Día

Oficina sobre Violência Obstétrica (15/11/14)

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VOTO DESPRENDIDO – Sobre el voto del boliviano en el exterior

VOTO DESPRENDIDO – Sobre el voto del boliviano en el exterior

El boliviano lo deja todo para última hora! eso también pensé yo cuando fui voluntaria para jurado electoral de estas elecciones presidenciales y me dirigía calma para abrir mi mesa: “llegarán casi todos hasta más o menos las tres de la tarde”, imaginaba mientras caminaba hacia la escuela en la que me tocó votar.

Al llegar a la escuela me dí cuenta de que más equivocada no podía estar: había una fila ya inmensa de bolivianos y bolivanas, compratriotas mios, que se había formado desde las seis de la mañana, aún a pesar de que el TSE tuvo el mal tino de no tener en cuenta las grandes distancias en São Paulo y dividir a la población electoral de manera por demás errática, habían mujeres con niños, jóvenes, adultos mayores, etc, etc. aún a pesar también de la inmensa campaña de desprestigio de alguna tienda política que se dio a la tarea de hacer creer a la población inmigrante boliviana que su voto no serviría de nada! Me quedó claro una cosa, los y las bolivianas queremos votar!!!

Y los resultados se dieron así en mi mesa:

PDC: 4
PVB-IEP: 3
MSM: 7
MAS-IPSP: 118
UD: 4
BLANCOS:0
NULOS: 5

Qué me quedó de esta experiencia?

La frase: “Yo voto por el Evo porque aunque no haga nada por nosotros los inmigrantes, está haciendo cambios en Bolivia”, nada me pudo conmover más que estra frase desprendida. Es más que obvio el poco o nulo apoyo que recibimos aquí del consulado boliviano, pero es loable cómo el boliviano aún a pesar de estar fuera de su país piensa, se sacrifica y decide en favor de su mejora.

Esos hijos “desterrados” de su tierra por falta de oportunidades aún aman a su patria! Gracias hermanos!!!
Sí, es imposible negarlo, hubo muchísima desorganización! como es casi una constante. Pero sería imposible dejar de reconocer a toda la gente: notarios, jurados electorales (muchos de ellos voluntarios), con toda la predisposición de hacer bien las cosas, de hacerlas de manera transparente! Cómo admiro a mi gente!!

Esta, más allá de ser una victoria de Evo Morales tiene que ser un compromiso por parte del partido de gobierno para seguir mejorando, para subsanar sus grandes o pequeñas fallas, que sí las tiene y eso es innegable. En definitiva, de responder a la confianza, que una vez más, le ha dado el pueblo boliviano con mucho desprendimiento, tanto dentro como fuera de Bolvia! Y a los bolivianos de dentro y fuera es a quienes tendrá que responder!
FELIDICADES BOLIVIA, NOS ESPERA UN FUTURO!!

Por:
Gabriela Arraya Villarreal (Equipe de Base Warmis-Convergência das Culturas)

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O que devo fazer se estiver sofrendo algum tipo de violência doméstica?

O que devo fazer se estiver sofrendo algum tipo de violência doméstica?

Primeiro de tudo é importante que não tenha vergonha de tomar uma providência, procurando uma delegacia ou a Defensoria Pública, onde você encontrará pessoas preparadas para auxiliar. Lembre-se que você não está sozinha. A violência doméstica ou familiar, infelizmente, é mais comum do que se imagina e independe de raça, idade ou mesmo classe social – e muitos casos acabam até mesmo em morte, por medo ou vergonha das mulheres agredidas. Além disso, existe o serviço “Ligue 180 – Central de Atendimento à Mulher”. Trata-se de um serviço do governo federal que auxilia e orienta as mulheres vítimas de violência por meio de ligações gratuitas para o número 180, de qualquer parte do território nacional, 24 horas por dia – inclusive nos feriados e finais de semana.

Fonte: Defensoria Pública de São Paulo

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UMSPB: União Malinesa em São Paulo organiza a festa de Independência do Mali

UMSPB:União Malinesa em São Paulo está organizado a festa de Independência do Mali 22 setembro 1960 -22 setembro 2014.

Data: 21 de setembro 2014

Horário: 08hoo até 16h00 hs

Onde: Rua: Do Glicério ,225-Liberdade-São Paulo-sp –Brasil, Cep: 01514-000,

Contato: Tel:11 32095388 Cel:(11)949469061

Programação:

-10h30 Lançamento de abertura de festa de independência,
-10h50 Hino nacional do Mali,
-11h00 Agradecimento de convidados e todas pessoas presentes,
-11h05 Discurso e motivo de festa de independência do Mali em São Paulo no Brasil,
-12h 00 Apresentação da cultura Malinesa e historia sobre Mali,
-12h50 poema de independência do Mali
-13h00 Teatro do Mali,
-13h20 Dança e canções
-14h00 as 15h00 Almoço de muitas comidas diferente Malinesa e refrigerante
-15h00 Dança publica com show de diferente musica do mundo,
-16h00 Cerramento e agradecimento do Casa Imigrante,Arsenal da esperança,mas todos parceiros e amigos dos Malines em são Paulo no Brasil

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Semana da mulher negra indígena latino americana e caribenha- Coletivo Feminista Maria Bonita da História e Geografia FFLCH-USP

Semana da mulher negra indígena latino americana e caribenha- Coletivo Feminista Maria Bonita da História e Geografia FFLCH-USP

Participaremos na mesa :Urbanismo, território e migrações.

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