Frijoles negros-Feijão preto (Costa Rica)

Frijol-negroReceta en español y portugues

Frijoles negros

En la región centroamericana el frijol negro está muy presente en las diversas tradiciones culinarias. En mi familia lo preparamos con bastante agua para formar un caldo muy sabroso que se puede acompañar con huevo duro, aguacate, queso fresto, chimichurri (“vinagrete” con culantro) y tortillas de maíz en pedazos.

Ingredientes:

500g de frijol negro.

3 ajos medianos enteros.

Orégano, hojas de laurel, tomillo y sal al gusto.

Un chorrito de aceite del que tenga en casa.

Modo de preparo:

Es recomendable dejar los frijoles de remojo por algunas horas. Yo acostumbro dejarlos durante toda la noche, eso hace que necesiten menos tiempo en el fuego y ayuda a eliminiar ciertas sustancias que los hacen difíciles de digerir para algunas personas. Es importante botar el agua del remojo y lavar los frijoles antes de cocinarlos.

Se colocan los frijoles, los ajos, las hierbas y el chorrito de aceite en la olla de presión con bastante agua. La mayoria de las ollas de presión tienen una marca en su parte interna que indica el nivel máximo de agua. Se dejan cocinar por 30 minutos a partir del momento que empieza a sonar la válvula de presión.

Pasado ese tiempo se deja enfriar la olla de presión, y se verifica que se haya eliminado la presión moviendo la válvula, si no sale aire quiere decir que se puede abrir la olla.

Se agrega la sal y se dejan hervir por unos 10 minutos.

Esta vez yo los serví con arroz con quinua, aguacate, plátano maduro frito y couve salteada en ajo y mantequilla: una forma muy brasileña de comer esa hoja.
Feijão preto

Na região centro americana o feijão preto está muito presente nas diferentes tradições culinárias. Na minha familia é costume prepará-lo com muita água para obter um caldo saboroso que pode ser acompanhado de ovo cozido, abacate, queijo fresco, “chimichurri” (tipo uma vinagrete com coentro) e tortilha de milho em pedaços.

Ingredientes:

500g de feijão preto

3 alhos médios inteiros

Orêgano, folhas de louro, tomilho e sal a gosto.

Um fiozinho de olho ou azeite, o que tiver em casa.

Modo de preparo:

É recomendável deixar o feijão de molho por algumas horas. Eu costumo deixar durante a noite toda. Isso diminui o tempo de cocimento e ajuda a elminar certas substâncias que os fazem difíceis de digerir para algumas pessoas. É bom jogar fora a água do molho e lavar o feijão antes de cozinhá-lo.

Coloque o feijão, os alhos, os temperos e o olho ou azeite na panela de pressão com bastante água. A maioria das panelas de pressão têm uma listrinha na parte interna que indica o nível máximo de água. Deixe cozinhar por 30 minutos a partir do momento que começa a fazer barulho a válvula de pressão.

Passado esse tempo, deixe a panela esfriar e verifique que não esteja saindo ar pela válvula de pressão. Então pode abrir a panela.

Acrescente o sal e deixe ferver por uns 10 minutos.

Dessa vez montei o prato com arroz com quinua, abacate, banana da terra frita e couve refogada com alho e manteiga: um jeito muito brasileiro de comer essa folha.

 

Colaboração de: Elvira Riba Hernández, (@virolalsur) imigrante centro americana, ativista, membra ativa da Equipe de Base Warmis – Convergência das Culturas, educadora popular e mãe do Iriê.

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Tacu-Tacu ( Perú)

Tacu tacu

 

Tacu tacu é um prato da gastronomia peruana que pode ser feito com feijão cozido na véspera (frejol pinto ou preto), pallares cozidos, lentilhas ou grão-de-bico. Você também pode usar arroz cozido da véspera.

A idéia é aproveitar os feijões que sobraram e fazer algo diferente sem usar carne.
Prepare o molho com 1 xícara de cebola vermelha bem picada, 1 colher de sopa de alho moído e 1/4 de xícara de pimenta amarela liquefeita, tudo em fogo muito baixo. Experimente o sal, acrescente 1 pitada de pimenta e cominho.

Misture este molho com 4 xícaras de arroz cozido, 2 xícaras de feijão cozido liquefeito e 2 xícaras de feijão cozido triturado (não é o mesmo). Misture bem e divida por 4.
Coloque um pouco de óleo na panela e doure a mistura, em fogo baixo, até ficar crocante por fora e cremosa por dentro.

Uma vez no prato, despeje um bom esguicho de azeite de oliva em cada tacu Tacu.
Pode ser servido com ovos fritos, cebolas, plátanos fritos, batata-doce frita ou simplesmente um molho de cebolas e tomates.

Há pessoas que adicionam um pouco de suco de um guisado ou marinada ou guisado que sobrou do dia anterior.

RECETA EN ESPAÑOL

  • Tacu-tacu es un plato de la gastronomía peruana puede hacerse con frejol guisado del día anterior (frejol pinto o negro), pallares guisados, lentejas o garbanzos. También se puede usar arroz cocido del día anterior.
  • La idea es aprovechar los frejoles que sobraron y hacer algo diferente sin necesidad de usar carne.
  • Preparar el aderezo con 1 taza de cebolla roja picada muy finita, 1 cucharada de ajo molido y 1/4 de taza de ají amarillo licuado, todo a fuego muy lento. Probar la sal, agregar 1 pizca de pimienta y comino.
  • Mezclar este aderezo con 4 tazas de arroz cocido, 2 tazas de frejol cocido licuado y 2 tazas de frejol cocido chancado (no es lo mismo). Mezclar bien y dividir en 4.
  • Colocar un chorro de aceite en la sartén y dorar la mezcla, a fuego lento, hasta dejarlo crocante por fuera y cremosito por dentro.
  • Ya en el plato, echar un buen chorro de aceite de oliva a cada Tacu tacu.
  • Se puede acompañar con huevo frito, encebollado, plátano frito, camotes fritos o simplemente una sarza de cebolla con tomate.
  • Hay personas que le agregan un poco de jugo de un estofado o adobo o guiso que quedó del día anterioR.
  • Colaboração de Sandra Morales, Imigrante peruana e parte de nosso coletivo.
  •  (fuente: recetario peruano de Gastón Acurio)
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Sopa de Lentejas-Sopa de Lentilha

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Vamos a compartilhar esta receita em espanhol e português.

Ingredientes:

400 g de lentejas

1.6 L de agua

11 g sal

30 g aceite de oliva o girassol

7 g ajo molido

150g cebolla picada

200 g papa picada (blanca ou roja)

100 g zanahoria picada

4 g pimienta negra ou blanca

300 g tomates picados

30 ml jugo de lima

15 g miel ou azúcar

15 g vinagre

2.5 g tomilho (fresca ou seca)

2.5 g albahaca (fresca ou seca)

2.5 g orégano (fresca ou seca)

PREPARACION:
Enjuague las lentejas 6-7 veces. Coloca las lentejas y el agua en una olla. Hierve las lentejas y luego baja el fuego para que hierva a fuego lento. Cócine a fuego lento durante 45-55 minutos.Calentar el aceite de oliva en una olla separada. Saltee la cebolla, la zanahoria y la papa por 10 minutos. Agregue el ajo, sal, pimienta , hierbas, y saltee por otros 5 minutos.

Agregue las verduras salteadas a las lentejas.

Agregue el jugo de  lima y miel (o azúcar) y cocine a fuego lento otros 15 minutos.

Servir caliente e disfrutar!:-)

 

Sopa de Lentilha:

Ingredientes:

400 g de lentilhas

1,6 L de água

11 g de sal

30 g de azeite de oliva ou girassol

7 g de alho moído

150g de cebola, picada

200 g de batata picada (branca ou vermelha)

100 g de cenoura picada

4 g de pimenta preta ou branca

300 g de tomates picados

30 ml de suco de limão

15 g de mel ou açúcar

15 g de vinagre

2,5 g de tomilho (fresco ou seco)

2,5 g de manjericão (fresco ou seco)

2,5 g de orégano (frescos ou secos)

MODO DE PREPARO:

Enxague as lentilhas 6-7 vezes. Coloque as lentilhas e a água em uma panela. Ferva as lentilhas e depois baixe o fogo. Ferva em fogo brando por 45-55 minutos.

Aqueça o azeite de oliva em uma panela separada. Salteie cebola, cenoura e batata por 10 minutos. Adicione alho, sal, pimenta, ervas aromáticas e refogue por mais 5 minutos.

Adicione as  legumes salteadas às lentilhas.

Acrescente  o suco da lima e mel (ou açúcar) e deixe cozinhar mais 15 minutos.

Sirva quente e aproveite :-)


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Colaboração de Kathleen Maynard imigrante estado-unidense, enfermeira, professora de yoga e integrante da Equipe de Base Warmis-Convergência das Culturas.

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Pão de Milho Estado Unidense

 

Pão de Milho Estado UnidensePão de MilhoImagem por Joshua Bousel

Texto por Sam Serrano

Alimentos não-perecíveis são muito importantes neste momento de quarentena como é importante não sair de casa com tanta frequência. A maioria dos ingredientes nesta receita não precisa ficar na geladeira. Também é interessante tentar uma nova receita enquanto deve ficar em casa.

O pão de milho estado unidense é muito comum na região sul dos Estados Unidos. Eu gosto muito de adicionar jalapeño na massa para um pouco de picância e é maravilhoso comer com manteiga e mel. Enjoy!

Pão de Milho Estado Unidense-

Ingredientes:

  • 1 copo americano de fubá
  • 1 copo americano de farinha de trigo
  • 2 colheres de sopa de açucar
  • 1 colher de sopa de fermento em pó
  • 1 colher de chá de sal
  • 1 ovo
  • 1 copo americano de leite
  • 1/3 de copo americano de oleo vegetal (qualquer)

Como Fazer:

1. Preaqueça o forno a 200 C.

2. Em uma tigela grande misture a farinha de milho, a farinha de trigo, açúcar, fermento em pó e sal.

3. Em outra tigela misture o ovo, o leite e o óleo.

4. Adicione os ingredientes húmidos aos ingredientes secos e misture.

5. Coloque a massa numa assadeira pequena untada com um pouco de óleo ou manteiga. Asse por 20 a 25 minutos.

*Um copo americano é o tamanho de um copo de requeijão normal

 

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RECEITA KARAAGUE – frango frito com gengibre

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INGREDIENTES (2 pessoas)
300gr frango sem osso
1 c sopa shoyu
1 c sopa sake
1 c sopa gengibre ralado / em pó
2 dentes de alho picado
1/2 c sopa óleo gergelim
Sal e Pimenta do reino
1/2 ovo

Farinha de trigo/maisena

Óleo para fritar
MODO DE PREPARO
Corte o frango em pedaços pequenos, deixe marinando com todos os temperos por um tempo.

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Empane passando no ovo e depois, na farinha.
Frite primeiro todo o frango em óleo baixo.
Depois, usando óleo bem quente, frite pela segunda vez para dourar.

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Tá pronto!

O segredo é colocar bastante gengibre e fritar em duas etapas .

Eu adoro esta entrada que é o frango temperado com gengibre frito!  Você encontra este frango em pratos populares.

Colaboração de :

Mity Hori, veio criança do Japão para São Paulo, compartilha sabores da cozinha afetiva da família. Ativista da agricultura urbana, usa ingredientes simples, “in natura” ou plantados na horta comunitária do bairro, horta das Corujas. Instagram : Mityhorik

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Série de exercícios -Ioga para Mulheres

Série de exercícios -Ioga para Mulheres

Uma série de exercícios para fortalecer o corpo, alongar os músculos e relaxar a mente :-) Guiada por Kathleen Maynard, integrante da Equipe de Base Warmis-Convergência das Culturas. A Kathlheen é formada em Terra Vinyasa Flow, uma escola de ioga.

PARTE 1:

PARTE 2:

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Síntesis el último día del retiro- Testimonio

por: Sandra Morales

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Síntesis el último día del retiro

Fecha: 15/03/2020

Temas trabajados:

  • Encuentro con el guía interno
  • Elaboración de aforismos

El guía interno mantiene un poco la forma en la que meses atrás se apareció. El personaje mítico de Naylamp que aparece de diferentes maneras en la historia de la Cultura Moche pero especialmente en el cuchillo ceremonial llamado Tumi.

La imagen del dios Naylamp tiene varios significados, ya que por una parte Naylamp era un dios procurado para pedir fuerza y paradójicamente procurado también para pedir que ayude a sosegar las fuerzas incontrolables del clima y de las tempestades. Las leyendas sobre su rol lo relacionan a la fundación de reinos o señoríos y debido a su aparición en el mar se le relaciona al agua y los pescadores; pero sus orígenes acaban siendo un misterio y como muchas deidades y personajes mitológicos, sus poderes se acaban mezclando con los de otros dioses.

Lo cierto es que su existencia es muy antigua y sus historias aún sobreviven especialmente al norte del Perú y sur del Ecuador. Su figura representada en el cuchillo ceremonial recorre el mundo y las personas no terminan de conocer o comprender su significado. Me abrazo a él como guía espiritual llena de fe y esperanza, sabiendo que además de que puedo confiar en que me proporcionará la fuerza espiritual que necesito, me arrastra nuevamente hacia mi ancestralidad, hacia la tierra. Siempre pensé que mi proceso de migración se justificaba en el trabajo de mi esposo y las circunstancias que nos hicieron salir de la “tierra” para emprender nuevos caminos. Hoy descubro que mi proceso de migración es una huída, una huída en busca de paz tal como los refugiados que son obligados a migrar por causa de los conflictos bélicos de sus países. Tal vez haya sido una fuerza desconocida la que me empujó a salir y alejarme del dolor y del sufrimiento de mi familia, en busca de la paz interior, en busca de respuestas que tal vez imaginaría encontrar en otras cosas, en otros lugares. Y claro, sigo huyendo, llevando una mochila de recuerdos de la que todavía no me puedo liberar, llevando una historia, la historia de mi familia y la historia de mi país. Ahora siento que no hay retorno. La única verdad es lo que soy, quién soy: soy mujer, soy inmigrante, soy indígena: a partir de ahí me abro camino, llego, ayudo y aprendo (aforismo).

Me espera un camino duro y difícil porque voy a intentar ser lo más coherente posible entre mis pensamientos y mis acciones, eso significa hacer un esfuerzo consciente por estar siempre con el corazón abierto, libre de prejuicios, libre de resentimientos y libre de cualquier tipo de violencia. Me lo voy a repetir día a día y voy a intentar llevarlo a la práctica en todos los ámbitos de mi vida: como madre, como esposa, como hija, como hermana, como amiga, como vecina y especialmente como ciudadana. Dentro de ese camino quisiera tener la paciencia para entender a mi hija, para conocerla y mirarla de ojos limpios, quiero la fuerza para no protegerla demasiado pensando que así no sufriría lo que yo sufrí, quiero la sabiduría para responder con amor a sus necesidades, a sus preguntas, poderle mostrar sin miedos la cara buena y la cara mala de este mundo. Quiero que sepa siempre lo importante que fue para mí que ella nasciera y que yo nascí junto con ella. Morir y nascer es siempre una acción, es parte nuestra, nos transformamos. Hoy aquí algo murió y algo renació porque siempre precisamos destruir algo para que algo nuevo vuelva a nascer.

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Cinema-latinoamericano:Chile

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#EuFicoEmCasa
Dicas de filmes e documentários chilenos para ver em casa.

Como uma forma de tentar fugir um pouco da crise que vivemos no momento, criamos essa listinha de filmes e documentários para assistir em casa. São produções não comerciais de alguns países da América Latina.

Todos os filmes/documentários estão grátis na internet, em plataformas como o YouTube, Vimeo ou ONGs. A liberação das produções vieram de iniciativas das plataformas ou dos próprios diretores para ajudar a passar o tempo em quarentena.

Arte por @n_cmamani e @luizahess

Sinopses:
El genocidio Selknam en la Tierra del Fuego (2019), por Fredy Cárdenas.
https://youtu.be/gH9ugla2xMQ

O documentário fala sobre o massacre feito contra os indígenas da etnia Selk’nam, habitantes primitivos da ilha Grande da Terra do Fogo.Chile: Impresiones (1978) por José María Berzosa
https://youtu.be/7aueEaGv6ok

O diretor viajou até Santiago para ouvir declarações sobre o que estava ocorria no Chile três anos antes do Golpe contra Salvador Allende. Berzosa mostra então a realidade do país através de um olhar até o momento inexplorado.El diario de Agustín (2008), por Fernando Villagrán y Ignacio Aguero
https://youtu.be/anZc9axMSAw

Quem foi Agustín Edwards? E como o jornal El Mercurio se transformou em um agente político que esteve atrás da queda do governo de Salvador Allende e posteriormente, ascensão de Augusto Pinochet? No filme, Aguero vai atrás de respostas para tais questões.Chile: Orden, Trabajo y Obediencia (1977), por Andre Gazut Claude Smadja
https://youtu.be/YX3rUF9oNjg

No documentário divulgado em um canal suíço você acompanha os primeiro anos do regime militar de Augusto Pinochet.Este año no hay cosecha (2000), por Gonzalo Vergara Fernando Lavanderos (YouTube)
https://youtu.be/iZNLNBaoNxQ

Este ano não tem colheita, adentra a vida cotidiana de um grupo de crianças que vivem nas ruas da cidade de Santiago de Chile. O protagonistas relatam suas experiências e marginalidade oculta na metrópole.Newen Mapuche: la fuerza de la gente de la tierra (2011), por Elena Varela
https://youtu.be/ijz5NLllTvM

Newen Mapuche: a força da gente da terra, é um documentário que utiliza elementos de um filme de espionagem, para retratar a luta mapuche contra as empresas florestais que invadiram suas terras.cinem

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Comidas Fronteiriças- Tortillas

Por Sam Serrano

Tortillas de Farinha de Trigo

Há controvérsias sobre as origens e a autenticidade de tortillas de farinha de trigo nos Estados Unidos e no México. Pessoas gostam de dizer que tortillas de farinha de trigo não são Mexicanas porque são mais comuns na culinária nos Estados Unidos. Para muitas pessoas, as tortillas de milho são as únicas verdadeiras tortillas. Existiam tortillas de milho no México Pré-Colonial. As tortillas de farinha de trigo supostamente originaram no norte do México no século XVI ou XVII. Muitos historiadores teorizam que conquistadores espanhóis (que na época talvez eram judeus ou muçulmanos que queriam fugir da inquisição) queriam recriar o pão árabe com o que tinham acessível na terra nova para eles.

É importante notar que tortillas de farinha de trigo são frequentemente consumidos até hoje no norte do México e também  fazem parte da culinária de Mexicanos e Mexicano-Americanos nos Estados Unidos. Para mim, isso significa que são Mexicanas e Estado Unidenses. A tortilla de farinha de trigo é uma comida fronteiriça.

Hoje em dia, as tortillas de farinha de trigo são parte integral da culinária local no norte do México e nos estados de Califórnia, Arizona, Novo México e Texas nos Estados Unidos. Tortillas de farinha de trigo são usadas para quesadillas, tacos, burritos e muitas outras coisas. Essas tortillas são um pouco diferentes em diferentes regiões dos Estados Unidos e México. Por exemplo, no Texas, as tortillas costumam ser mais grossas porque usam um pouco mais fermento em pó. No Novo México as tortillas têm mais sabor de trigo por conta da farinha regional. No Arizona as tortillas são mais finas e maiores.

Eu tenho seis anos morando no Brasil. Sou originalmente de uma cidade que se chama Long Beach no estado da Califórnia nos Estados Unidos. São duas horas de carro para chegar na fronteira com México. A comida Mexicana sempre fazia parte da minha vida. É a comida de que tenho mais saudades morando aqui em São Paulo porque os lugares de comida Mexicana que já conheci aqui não parecem nada com a comida Mexicana que eu conheço de México ou dos Estados Unidos. Aprender a fazer tortillas foi uma coisa importante para eu me sentir mais como eu no meu novo país. Amo fazer tortillas para meus amigues e família aqui. A culinária é uma forma importante para compartilhar minha cultura e cozinhar é uma das minhas linguagens de amor.

Tortillas são a comida perfeita para mim, porque podem ser usadas para tantas coisas e qualquer refeição. Adoro comer tortillas no café da manhã com ovo e feijão. Às vezes esquento duas juntas com manteiga, canela e açúcar no meio para uma sobremesa rápida. Agora tenho um filho de um ano e uma das comidas prediletas dele é quesadilla com purê de batata doce misturada com o queijo derretido.

Uma das melhores coisas sobre as tortillas de farinha de trigo é que são relativamente baratas para fazer e são bastante fáceis para preparar. Segue embaixo a minha receita para as tortillas. Estou animada para saber como vocês vão servir suas tortillas.

Como fazer Tortillas de Farinha de Trigo:

 Esta receita rende 12 tortillas

Ingredientes:

  • 3 copos americanos de farinha de trigo branca*
  • 1 colher de chá de sal
  • 1/2 colher de chá de fermento em pó
  • 1/3 copo americano de óleo de girassol
  • 1 copo americano de água morna

Preparação:

1.Mexa a farinha, o sal e o fermento em pó com um garfo.

2.Adicione o óleo e mexa com seus dedos até o óleo ficar totalmente incorporado. Adicione um copo de água quente e mexa até poder formar uma bola grande com a massa.

3.Deixe na tigela e cubra a tigela com plástico ou um pano por 30 minutos.

  1. Divida a massa em 12 bolas**
  2. Abra cada uma com um rolo numa superfície coberta com farinha.***
  3. Cozinhe numa chapa sobre fogo médio-alto. Vire a tortilla para o outro lado quando aparecem manchas marrons na primeira superfície.
  4. Aproveite as tortillas quando estão quentinhas e fresquinhas.****

*Um copo americano é o tamanho de um copo de requeijão normal

** Se quiser fazer burritos em vez de tacos ou quesadillas, faz só 8 bolas grandes.

*** Se não tiver rolo, pode tirar a etiqueta de uma garrafa vazia de vinho ou algo similar e usar isso para abrir a massa

**** Pode congelar as tortillas também. Só deixe elas esfriarem ao ar e faça uma pilha de tortillas e coloque numa bolsa plástica. Pode usar uma por uma quando quiser. Só esquenta elas na panela sobre fogo baixo. Sempre quando eu faço tortillas, faço a receita pelo menos triplicada.

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Cinema Latino-Americano: BOLIVIA

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#EuFicoEmCasa
Como uma forma de tentar fugir um pouco da crise que vivemos no momento, criamos essa listinha de filmes e documentários para assistir em casa. São produções não comerciais de alguns países da América Latina.

Todos os filmes/documentários estão grátis na internet, em plataformas como o YouTube, Vimeo ou ONGs. A liberação das produções vieram de iniciativas das plataformas ou dos próprios diretores para ajudar a passar o tempo em quarentena.

Tem algum que você gostaria de ver na listinha? Conta pra gente ;)
Arte por @n_cmamani e @luizahess

Sinopses:

Nuestra Lucha, por Sergio Bastani
Acompanhe os lutadores de boxe de origem boliviana, Jennifer Salinas e Elías Roca, que lutam pela superação no esporte que tem pouco apoio.

https://bit.ly/2UGTYqw

Algo Quema, por Mauricio Ovando
No filme o cineasta, Ovando, retrata as memórias de seu avô, Alfredo Ovando Candia, ex-presidente da república da Bolívia.

Martes de Ch’alla, por Carlos Piñero
O filme mostra de maneira peculiar, imagens e situações vinculadas a uma crença mantida entre os que se dedicam à construção de prédios.

Max Jutam, por Carlos Piñero
Max sai pela primeira vez da sua comunidade até a cidade de La Paz, e não volta mais. Um dia decide voltar para compreender o significado oculto do seu destino.

Abuela Grillo, por Denis Chapon
Curta baseado em uma lenda indígena, contada milenarmente pelo povo Ayoreo da Bolívia.

Quehuaya, por Anuar Elías Pérez
Quehuaya é uma história contada por um pescador do lago Titicaca, sobre uma ilha que só existe uma vez no ano.

https://www.retinalatina.org/video/quehuaya/

El Corral Y el Viento, por Miguel Kori
O diretor narra o povoado do seu pai, Santiago de Okola. Que cresceu nos arredores do Lago Titicaca.

https://www.retinalatina.org/video/el-corral-y-el-viento/

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